Gracias a la vida que me ha dado tanto

(Sobre o que a mensagem do Nelson me fez lembrar)

Ontem, 08/04/25, chegou-me uma mensagem do Nelson Cardoso, saudoso amigo de Ribeirão Preto dos tempos do IEOM – Instituto de Educação Otoniel Mota, onde cursamos o Ginasial (1954-58) e o Colegial (Científico e Clássico, 1959-61) e convivemos intensamente, nas salas de aulas, nos recreios entre as aulas e, sobretudo, nas casas onde estudávamos, jogávamos bola nos corredores, lanchávamos e, às vezes, dançávamos nas brincadeiras dançantes que ocorriam.

Tudo isto se passava nas casas do Nelson, do Sérgio Rizzi, do Caio Pedro Silva (o acordeonista!), do Régis Frota (fotógrafo e violinista), do Edson Leão e, também, na minha (Pensão Brasileira). Fomos atrás de sinais daquela época, anos cinquenta, entre nossos guardados. Encontramos algumas fotos que testemunham nosso convívio e nossa amizade. V. fotos a seguir e delicie-se com as lembranças que a visão das pessoas presentes fará aflorar.

Nas fotos encontram-se, além dos colegas atrás citados, toda a turma de formandos do IEOM em 1958 (que teve Roberto Müler Filho como orador), a professora Neuza Michelutti (Paraninfa), os professores Jorge Martins Spirópolos (Patrono) e Amynthas Velloso De Siqueira (Diretor). E a parte da turma do III Científico, 1961, presente numa noite na Dante Alighieri, apresentando música em homenagem ao Paraninfo.

Escritos de uma Vida: Memórias, Amizades e Gratidão – Luiz Roberto de Oliveira
Mesa de Brincadeira Dançante à tarde, na Recreativa: Nelson, Rizzi, Celso Pascoal e Eu.
Festa de Confraternização do III Ano Científico do Instituto de Educação Otoniel Mota - 1961
Turma do III colegial em torno do Caio, sanfona e Luiz, violão.
Turma de 1958 do IEOM, alunos e professores
Turma de 1958 do IEOM, alunos e professores.

Mas, ao ler a citada mensagem introdutória dessa crônica, uma grande alegria tomou conta de mim. O missivista, Nelson, fez comentários elogiosos ao livro que publiquei em janeiro p.p., Escritos de uma Vida, Poemas e Crônicas, inclusive dando destaque a um verso que o teria sensibilizado:

“somos o que somos, nem mais nem menos”

Pra quem, como eu, está iniciando-se ou aventurando-se na seara da literatura e publicação de sua primeira e singela obra, esta manifestação do Nelson exemplifica o que Rainer Maria Rilke referira em seu Cartas a um jovem poeta, sobre a infinita solidão de uma obra de arte e que só o amor pode compreender. Assim sendo, aquele comentário soa-me como uma consagração.

Como se isso não bastasse, Nelson anexou à sua mensagem uma cópia de artigo publicado no jornal Tribuna de Ribeirão Preto, de 07/03/25, assinado pelo Luiz Sérgio Rizzi [outro dileto amigo dos tempos ginasianos, hoje um aposentado Procurador do Estado], intitulado:

Luiz Roberto de Oliveira, o poeta e escritor de bisturi

Claro que isso significou outro motivo de grande emoção e estímulo para que eu prossiga trilhando a senda sonhada nos últimos vinte e cinco anos, a de passar a escrever e divulgar, com regularidade, sobre sentimentos e gestos civilizatórios que dignifiquem a humanidade.

Planos, ideias e possibilidades pululam em minha mente. Mãos à obra, o tempo urge, cada minuto vale muito nesse mercado das relações humanas e trocas de saberes. Quando a idade média estimada de sobrevivência já foi ultrapassada, resta-nos cumprir a etapa final de nossa existência falando pelos quatro cantos o quanto somos felizes e temos apreço pelas amizades encontradas ao longo do caminho.

Gracias a la vida que me ha dado tanto!

Botucatu-SP, 09 de abril – 29 de junho de 2025

2 comentários em “Escritos de uma Vida: Memórias, Amizades e Gratidão – Luiz Roberto de Oliveira”

  1. Com emoção singular leio esta apresentação do querido amigo Luizinho. Na juventude era um violinista excelente e um líder político discreto , eficiente e muito comprometido na luta contra a ditadura militar e em defesa das liberdades democráticas . Atravessou a vida com dignidade ensinando saúde pública e contribuindo com o aprimoramento da civilização brasileira. Sinto gratificado por ser seu amigo e admirador desde o início dos anos 1961

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  2. Parabéns por esta iniciativa, estimado Luiz.
    Super agradável e interessante poder conhecer um pouco mais sobre suas histórias e trajetória. Obrigado por compartilhar isso tudo conosco.
    Abração.
    Eduardo Bagagli

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