Morre aos 90 anos, Wilson do Bandolim, o maior instrumentista cabedelense

Hoje, madrugada do dia 22 de julho de 2020, recebemos a triste notícia da morte do instrumentista e bandolinista cabedelense Wilson Florentino Machado, Wilson do Bandolim, ou simplesmente seu Wilson, como era amplamente conhecido.

Dono de um dom nato, demonstrou sua habilidade com o bandolim aos seis anos de idade e a este, dedicou de forma impecável 84 anos da sua vida.

Foi professor e parceiro de Jackson do Pandeiro, se apresentou com Sivuca, Canhoto da Paraíba, Marinês e aos 16 anos de idade, já era bandolinista solista da Rádio Tabajara da Paraíba.

Atuou por mais de quarenta anos como intrumentista principal da Nau Catarineta de Cabedelo. Participou de grandes projetos culturais em Cabedelo ao lado de Tenente Lucena, Altimar Pimentel, Carlos Anísio, Ednaldo do Egypto, Tadeu Patrício e tantos outros que deram ou dão sua parcela de contribuição a arte e a cultura de Cabedelo e a Paraíba.

Participou como instrumentista solista principal de diversos grupos folclóricos como a Lapinha de seu Menininho, a Lapinha de dona Mica, a Lapinha do mestre Benedito, Grupo TECA e Grupo GETAAB.

Na década de 1950, fundou o Grupo Regional “Lira de Ouro”, primeiro grupo musical de Cabedelo. Gravou um CD intitulado “Botando o Chorinho pra Sorrir” e um documentário chamado “Conversa de Bandolim”.

Atuou no “Projeto Catarina” e no “Grupo Arrastão”,  ambos coordenados pela Universidade Federal da Paraíba. Sua última atuação em grupo regional foi com “Os Prateados”, onde participou por mais de vinte anos.

Em 1982, trouxe para Cabedelo o título de Melhor Instrumentista de Regional da Paraíba, festival promovido pelo SESC.

Seu Wilson, com o cantor e compositor Vital Farias durante lançamento do seu primeiro CD

EM 1996, recebeu a Medalha Mérito Cultural pela Prefeitura Municipal de Cabedelo e em 2013, o Diploma Mérito Cultural pela Câmara Municipal de Cabedelo.

Com sua humildade e de poucas palavras, distribuiu amizade e reconhecimento por onde passou. Foi funcionário público da Prefeitura Municipal de Cabedelo por quase quarenta anos.

Sua falta será sentida e sua ausência deixará uma lacuna jamais preenchida na cultura e na arte cabedelense.

Seu Wilson do Bandolim, durante reportagem da TV Tambaú na Fortaleza de Santa Catarina

Recordações – Tributo a Wilson do Bandolim

Onde está,
Wilson com seu bandolim,
E as canções que ele fez só pra mim,
Dedilhadas à luz do luar?
Sua inspiração,
Faz brotar a mais sublime flor,
Encantada com os sons de amor,
Que reverberam do seu bandolim.

Tributo,
Para ti esta humilde poesia,
Incorporada com toda a alegria,
Em forma de Choro das suas canções.
És pra mim,
O pulsar do meu coração,
Pois não é qualquer violão,
Que acompanha o teu bandolim.

Como esquecer,
Das serenatas nas noites de luar
Ao som do bandolim a chorar
Em cumplicidade com o violão.
À beira-mar,
Sob os coqueirais de Formosa,
A poesia em verso e prosa,
Um convite pra se apaixonar.

Ao sereno,
A noite passa e vem a madrugada,
Um trovador canta na calçada,
Um amor a se declarar.
Seu Wilson a tocar,
A lua a se esconder nos coqueirais,
Tempos bons que não voltam mais,
Só nos resta apenas recordar.
Wellington Costa


3 thoughts on “Morre aos 90 anos, Wilson do Bandolim, o maior instrumentista cabedelense

  1. Uma grande perda para todos que o conheciam, e para a cultura da nossa cidade! Wilson assumiu o sobrenome Bandolim, sua pele exalava musicalidade! Cabedelo não pode jamais apagar este nome de honra. Meus sentimentos, Deus abençoe a família.

  2. Cabedelo amanheceu com menos cores, artes, cultura e patrimônio moral.
    Manifesto gratidão a Deus por tudo que esse grande Homem representou e representa para todos nós.
    O maior legado que seu Wilson deixa para todos nós, a honra.
    A família que chora a dor da partida desse grande patriarca, minha mais profunda solidariedade.
    Deus abençoe a todos.

  3. Fica um vazio no meio artístico cabedelense e sem sombra de dúvidas difícil de ser substituído.
    Mais um grande músico paraíbano que nos deixa esta semana, que Deus o receba no reino do céu.

    O artista não morre nunca

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