Óleo chega à Praia do Janga (PE) e Marinha diz que litoral sul da PB corre risco

Paulista é a primeira cidade ao Norte do estado atingida desde que a substância voltou a aparecer. Em seis dias, foram recolhidas 489 toneladas de resíduos no litoral pernambucano.

As manchas de óleo, que vinham reaparecendo apenas no Litoral Sul, atingiram a Praia do Janga, em Paulista, no Grande Recife, nesta quarta-feira (23) (veja vídeo acima). A prefeitura da cidade identificou a substância por volta das 11h. Peixes apareceram boiando, mortos, próximos à mancha. A cidade é a nona do estado a registrar o reaparecimento das manchas, mas a primeira do Litoral Norte desde a quinta (17).

A Prefeitura de Paulista informou que não tinha como relacionar a morte dos peixes ao óleo. Foram recolhidas 489 toneladas de resíduos no litoral pernambucano desde o retorno da substância, segundo balanço divulgado na noite da terça-feira (22).

Secretário de Desenvolvimento Urbano, Habitação e Meio Ambiente do município, Roberto Couto explicou que a orla vinha sendo monitorada, inclusive com utilização de drones, desde que as manchas atingiram o litoral pernambucano novamente.

“A gente montou um comitê permanente para fazer o monitoramento das manchas de óleo e foi surpreendido hoje com uma quantidade de óleo, que a gente considera razoável”, disse.

A prefeitura já havia mobilizado organizações não-governamentais para auxiliar na limpeza. A maré estava alta e o óleo atingiu pedras que fazem a contenção do mar na cidade.

“O monitoramento vinha contando com auxílio de pescadores e coletivos ambientais. Agora, já estamos com equipes da prefeitura e voluntários para fazer a limpeza. Inicialmente, pensamos em esperar a maré baixar, mas preferimos agir logo para não ter um ano maior”, afirmou o secretário.

A aproximação da mancha não foi registrada pelos drones, nem pelo monitoramento em terra. A hipótese levantada pela prefeitura é de que o óleo tenha vindo por baixo d’água, vindo à tona mais próximo da costa, segundo Couto.

Além de voluntários e das equipes da prefeitura, fuzileiros navais chegaram para fazer a limpeza da área, pouco após o meio-dia.

Especialistas afirmam que o impacto do óleo no meio ambiente vai durar décadas, com prejuízo para espécies marinhas, para toda a cadeia alimentar e para os seres humanos. Além do recobrimento de praias, arrecifes, mangues e solos rochosos, que são difíceis de serem limpos, os fragmentos se decompõem e há moléculas nocivas ao ecossistema e à fauna.

Desde a terça-feira (22), o Exército passou a trabalhar também na limpeza do litoral pernambucano, após determinação do vice-presidente, Hamilton Mourão(PRTB).

Litoral Sul da Paraíba pode ser afetado, diz Marinha

O litoral Sul paraibano é a região que corre mais riscos de ser afetado por manchas de óleo, de acordo com o titular da Capitania dos Portos, Rodrigo Godoy. O local está em alerta devido ah proximidade com Pernambuco, que voltou a ser atingindo no litoral norte.

Soltando O Verbo com G1

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