MAIS ESCÂNDALO: Nova fase da Xeque-Mate descobre desvio milionário na compra de medicamentos na prefeitura de Cabedelo

A Polícia Federal (PF) deflagrou nas primeiras horas desta terça-feira (08) a quinta fase da Operação Xeque-Mate, que investiga a formação de uma organização criminosa instalada na prefeitura de Cabedelo e que desviava milhões de recursos públicos.

A PF cumpriu oito mandados de busca e apreensão, sendo seis na cidade de João Pessoa e dois na cidade do Recife.

Esta quinta fase da Operação apura supostas irregularidades na compra de medicamentos pela prefeitura de Cabedelo com recursos públicos de aproximadamente 170 Milhões de Reais. Deste montante, as investigações constataram que 60 Milhões de Reais eram provenientes de repasses de recursos federais transferidos para a prefeitura de Cabedelo. Os supostos desvios, de acordo com as investigações, ocorreram em um período compreendido entre 2014 e 2018.

Para investigar as denúncias foi criada uma verdadeira Força Tarefa envolvendo a Polícia Federal, o Ministério Público Federal através do Grupo de Atuação Especial contra o Crime Organizado (Gaeco), a Controladoria Geral da União e o Ministério Público Federal.

Em entrevista coletiva concedida ainda na manhã desta sexta-feira, o delegado da Polícia Federal Fabiano Emílio, que coordena a Operação Xeque-Mate informou que nestes oito mandados desta quinta fase da Xeque-Mate, foram apreendidos documentos, processos licitatórios, anotações, multas eletrônicas e até dinheiro em espécie.

As investigações ainda chegaram aos ex-deputados André Amaral (pai) e André Amaral (filho) por supostos envolvimentos no esquema fraudulento que movimentou cerca de 170 Milhões de reais da prefeitura de Cabedelo. Além destes dois parlamentares, também são alvos das investigações duas empresas de medicamentos bastante conhecidas na Paraíba.

Ainda de acordo com a Polícia Federal, as investigações apontaram um possível envolvimento dos ex-deputados paraibanos em processos licitatórios.

O delegado Fabiano Emílio detalhou a forma de atuação dos alvos: “As contratações se davam através de processo licitatório. Quando eles contratavam as empresas, essa contratação se dava através de um processo de superfaturamento, e esse processo de superfaturamento permite, muitas vezes, um retorno em forma de propinas para gestores públicos; isso é o que foi apurado nas investigações”, explicou o delegado.

Enquanto a suposta quadrilha do crime organizado agia fraudando licitações e desviando milhões da prefeitura, cidadãos pereciam sem atendimento médico adequado e, em muitos casos, tendo que recorrer à justiça para terem acesso a medicamentos importantes para a vida desses cidadãos.

As autoridades ainda informaram que outras fases da Operação Xeque-Mate poderão ser deflagradas a partir das novas investigações geradas nesta quinta fase.

O que diz a prefeitura de Cabedelo

A prefeitura de Cabedelo divulgou uma nota, em que o prefeito Vitor Hugo nega qualquer envolvimento no esquema fraudulento de licitações e desvios de verbas públicas. De acordo com a nota, as licitações sob investigação ocorreram durante a administração do ex-prefeito, Leto Viana, e que não mantém nenhum contrato vigente com a empresa investigada.

Confira a nota:

NOTA

A Prefeitura Municipal de Cabedelo vem a público esclarecer que não mantém NENHUM contrato vigente com a empresa investigada na 5ª fase da operação Xeque-Mate, deflagrada na manhã desta terça-feira (8).

As licitações sob investigação ocorreram durante a administração do ex-prefeito, Leto Viana.

A atual gestão reitera o compromisso com a transparência de seus atos administrativos e se coloca à inteira disposição da Justiça e dos órgãos fiscalizadores para colaborar com as investigações no que for preciso.

A nota não explicou, porém, porque a empresa investigada permaneceu prestando serviços na gestão atual e porque a prefeitura pagou no ano passado a esta empresa citada na quinta fase da Operação Xeque-Mate quase 900 Mil Reais. (Veja abaixo relatório do SAGRES comprovando)

Imagem obtida no site do SAGRES do Tribunal de Contas da Paraíba.

Do Soltando O Verbo
Imagem da Internet

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