“TÁ TUDO DOMINADO”: Desembargador paraibano que atua no TJ do Rio, vira alvo da Polícia Federal

Os principais noticiários do país abriram o dia com a informação sobre o desembargador paraibano Siro Darlan, que atua no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro e que é alvo da Operação Plantão, da Polícia Federal (PF), deflagrada na manhã desta terça-feira (24). O Superior Tribunal de Justiça (STJ) já vinha investigando o magistrado pela suspeita de venda de sentenças.

A operação cumpre 11 mandados de busca e apreensão, expedidos pelo ministro Luis Felipe Salomão, do STJ. Equipes da PF estão atuando na casa, no gabinete e em dois escritórios do desembargador.

Além dos inquéritos no STJ, Siro Darlan também responde a uma representação na Presidência do Tribunal de Justiça e de uma investigação no Conselho Nacional de Justiça (CNJ) para apurar faltas disciplinares.

O inquérito do STJ aponta que o desembargador usava os plantões judiciários para vender habeas corpus. Em um dos casos, um delator contou que ouviu de um preso ter pago R$ 50 mil a um intermediário do magistrado.

Dois pedidos de habeas corpus teriam sido direcionados pelo advogado Hugo Sant’anna Onofre para o plantão de Siro Darlan.

No início das investigações, Siro Darlan afirmou que abriria seu sigilo bancário por não ter nada a temer em relação ao patrimônio. Ele contou que se voluntariava para os plantões, pois, até 2017, cada noite trabalhada correspondia a dois dias de férias. O CNJ obrigou o TJ a acabar com o plantão voluntário e estabelecer uma escala anual com os 180 desembargadores.

Do Soltando O Verbo

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