Juíza decide por manter presos Leto e mais quatro réus da Operação Xeque-Mate.

O ex-prefeito de Cabedelo Leto Viana, juntamente com os ex-vereadores Lúcio José, Antonio do Vale e Tercinho, réus da Operação Xeque-Mate, irão permanecer na prisão. Esta foi a decisão da juíza Higyna Josita Simões de Almeida, designada para atuar no caso durante as férias do juiz Henrique Jácome.

A juíza rejeitou no final da manhã desta sexta-feira (19) o pedido feito pelo Ministério Público da Paraíba para que os quatro réus supra citados além da servidora da Câmara Municipal Leila Viana, que cumpre prisão domicilia, respondessem o processo em liberdade condicional.

Na segunda-feira (15),o Ministério Público havia emitido um parecer favorável à soltura, alegando que não via mais a necessidade dos réus permanecerem presos  preventivamente. No entanto, a juíza teve entendimento diferente e justificou que há motivos para manter os cinco réus presos, principalmente para evitar que atuem de forma a destruir provas ou intimidar testemunhas em outras investigações relacionadas a “Xeque-Mate”.

“Não vislumbro garantia de que soltos manterão a higidez da colheita probatória (processos conexos) ou deixarão de exercer algum tipo de manipulação, destruição ou ocultação de provas materiais de crimes em processos ainda passíveis de instrução. Existe dúvida, no âmago dessa magistrada, sobre se exercerão ingerência sobre potenciais testemunhas que possam confirmar todos os fatos relatados nos diversos processos ou que não as intimidarão sob o pálio do poder hierárquico”, relatou a juíza na decisão.


Juíza Higyna Simões: ”
Não vislumbro garantia de que soltos manterão a higidez da colheita probatória ou deixarão de exercer algum tipo de manipulação, destruição ou ocultação de provas materiais de crimes em processos ainda passíveis de instrução”.

A magistrada (foto) também entendeu como causa justificadora da manutenção da prisão preventiva a garantia da ordem pública, considerando na forma como os réus articulavam os atos ilícitos. A operação Xeque-Mate identificou pelo menos dez crimes cometidos por agentes público ou pessoas ligadas aos poderes executivo e legislativo de Cabedelo.

A maior parte desses crimes seguem sob investigação e os réus que tiveram o parecer respondem a acusações em outros processos. Tercinho foi denunciado no episódio das cartas-renúncia; Leto Viana foi denunciado na tapa-buraco, cartas-renúncia e na compra e venda de mandato; Lúcio José também foi denuncia nas cartas-renúncia; e por fim, Leila Viana ainda não foi denunciada em outros processos, mas é alvo de investigação na suspeita de esquema de servidores-fantasmas.

As medidas que tinham sido pedidas pelo Ministério Público foram impostas ao réu Inaldo Figueiredo Silva, que prestou depoimento no último dia 4. Inaldo foi o primeiro entre os réus ouvidos pela Justiça. Os demais pediram prazo para acesso aos depoimentos dos réus colaboradores.

Além, dos cinco réus envolvidos na decisão, o empresário Roberto Santiago segue preso devido aos desdobramentos da “Xeque-Mate” e não tinha sido contemplado no pedido encaminhado à Justiça pelo MP.

o Soltando o Verbo consultou um advogado para comentar sobre o caso e, em seu entendimento, é possível que a justiça tenha mantido os réus presos por ainda manter as investigações e, soltos, poderiam atrapalhar o andamento, no entendimento da juíza.

no entendimento do advogado, enquanto as investigações permanecerem em andamento, é possível que outras pessoas ainda sejam citadas e até virem réus. “Tudo ainda é incerto e muita coisa ainda pode acontecer até a conclusão do processo”, disse.

Da Redação

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