A Câmara Municipal de Cabedelo e suas “cadeiras bailarinas”

Poderão assumir: Igo Viana (PSDB), Erivaldo Piu-Piu (PRP), Ivânio do Miramar (PRP) e Seu Lídio (PSDB) – foto.

A pequena cidade litorânea de Cabedelo, localizada na região metropolitana de João Pessoa, vem se destacando no cenário nacional por ser palco, digamos, de alguns fatos inéditos, podendo até já ser digna de integrar o Guinness Book, caso este tenha um capítulo específico sobre o tema que abordaremos a seguir.

É que a Operação Xeque-Mate da Polícia Federal que aniversariou no mês passado , não só fez de Cabedelo palco de fatos inéditos no cenário político, a exemplo da prisão do prefeito, do presidente da Câmara Municipal, de alguns servidores da prefeitura e de vários vereadores, além do afastamento ou citação de quase todos os vereadores e seus respectivos suplentes, além de outras dezenas de servidores públicos, como desencadeou outros fatos que, pasmem, até então são inéditos na Paraiba e quiçá no Nordeste.

É que o relatório final da referida Operação da Polícia Federal, recomendou à Justiça Eleitoral o afastamento de mais quatro atuais vereadores, os quais antes eram suplentes e que já haviam assumido as vagas deixadas pelos vereadores presos ou afastados.

Caso a Justiça Eleitoral acate o pedido da PF e afaste tais parlamentares, um outro fato inédito passa a caracterizar a política local: a posse dos suplentes dos suplentes. São eles: Igo Viana – 212 votos (PSDB), Seu Lídio -264 votos (PSDB), Ivânio do Miramar 389 votos (PRP) e Erivaldo Piu-Piu 390 votos (PRP).

Os atuais suplentes dos suplentes poderão tomar posse na Câmara de Cabedelo nos próximos dias nas possíveis vagas deixadas por Jonas Pequeno (PSDB), Janderson Brito (PSDB), Benone (PRP) e Josimar Cabelereiro (PRP) (foto) caso a Justiça atenda pedido da Polícia Federal.

Na mira da PF: Jonas Pequeno (PSDB), Benone (PRP), Josimar Cabelereiro PRP) e Janderson Brito (PSDB)

Mais uma vez, sangue-novo surge no cenário político da cidade de forma excepcional, trazendo um lampejo de esperança que a política cabedelense tome, desta vez, seu rumo esperado. Agora só nos resta é esperar o novo ballet das cadeiras da Casa para ver.

A Operação Xeque-Mate, sem dúvida, fez uma limpa na política da cidade, do executivo ao legislativo. Se ainda há sujeira a ser limpa nos dois Poderes, há o que questionar, pois, sobre a participação e/ou envolvimento em atos ilícitos de pessoas que permanecem no executivo e no legislativo, eu já li, já ouvi, já me disseram, porém, “não vá o sapateiro além dos sapatos”. Eu não vi.

Do Soltando O Verbo – Wellington Costa

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