O resultado dos exames periciais do atropelamento que matou o garçom Marcelo da Silva Araújo, foi divulgado pelo Instituto de Polícia Científica (IPC) nesta quarta-feira (12) e mostra que a causa do acidente foi o excesso de velocidade do veículo BMW 320i. O veículo estava com equipamentos modificados que aumentam potência do motor. O acidente aconteceu no dia 17 de outubro de 2016, na BR-230, em Cabedelo, no Litoral da Paraíba.

Segundo IPC, no momento do acidente o veículo trafegava a aproximadamente 142 km/h, mas a velocidade máxima permitira na via era de 80 kmh. Ainda segundo o IPC veículo estava equipado com um módulo comumente chamado chip de potência ou piggyback, filtro de ar esportivo e downpipe com dimensões maiores, cuja função era aumentar a potência original de 184 CV para cerca de 240 a 250 CV. Tais modificações são usadas em competições automobilísticas.

Os peritos criminais do setor de Engenharia Forense, Soraya Lúcio e Robson Felix, concluíram que a causa determinante do atropelamento foi o excesso de velocidade. O laudo já está com a Justiça na Vara de Cabedelo.

A vítima Marcelo da Silva, de 20 anos, trabalhava como garçom em um bar na praia de Camboinha, na cidade de Cabedelo, onde também morava. Ele tinha o sonho de ser cozinheiro de navio e viajar o mundo. Para alcançar o objetivo, fazia faculdade à noite, após sair do trabalho. Na noite de segunda-feira 17 de outubro de 2016, no km 3,8 da BR-230, Marcelo morreu após ser atropelado por um carro de luxo que seguia na rodovia em alta velocidade, segundo a Polícia Rodoviária Federal (PRF). Na época, o motorista envolvido no acidente prestou depoimento à polícia, pagou fiança e foi liberado.

Testemunhas contam que o rapaz seguia de bicicleta quando decidiu atravessar a rodovia no sentido João Pessoa para Cabedelo e foi atingido pelo carro que seguia na pista emparelhado com outro veículo. Com o impacto, Marcelo da Silva foi arremessado, não resistiu e morreu no local. O carro envolvido no acidente estava sem placas.

Redação com G1PB