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Foi realizada na manhã desta segunda-feira (10) mais uma daquelas reuniões da bancada federal paraibana. Apesar de já ter ocorrido incontáveis encontros em anos anteriores com este mesmo objetivo e nada de concreto ter acontecido no fantasmagórico porto de Cabedelo, mais uma vez, os parlamentares discutiram investimentos para o Porto.

O encontro aconteceu na sede da Federação das Indústrias do Estado da Paraíba (FIEP), em João Pessoa. A presidente da Companhia Docas, Gilmara Timóteo, afirmou que com a drenagem do canal de acesso, o Porto terá condições de receber navios de maior porte.

Diga-se de passagem que já ouvimos esta mesma frase há décadas não?

“Essa segunda fase seriam os estudos complementares para a gente ter certeza e saber o que precisa ser dragado. Posteriormente, a execução da obra em um prazo de 90 dias. Essa é uma obra fundamental, a gente vai concluir nossa capacidade, vamos receber maiores navios. Acho que desta vez, a gente percebeu a unidade de nossa bancada federal e acredito que como o valor é pequeno, a perspectiva que essa obra seja realizada é total”, disse Gilmara.

O discurso é o mesmo de todos os anos e, apesar da afinação e da recapagem do discurso, o porto continua regredindo, permanecendo imponente tal qual um grande elefante branco de fronte da igreja Sagrado Coração de Jesus, como se clamasse por um milagre.

O deputado federal Damião Feliciano (PDT), afirmou que irá levar as demandas para o Ministério dos Transportes e, junto a bancada, buscar recursos para o calado do Porto.

“Precisamos olhar para frente, chamar o feito a ordem e pegar a bancada federal. Focar nossa disposição. A bancada hoje se tornou unida e vamos em busca do ministro dos Transportes para resolver isso. Dei um prazo de um ano para que nós possamos conseguir e realizar tudo”, disse.

Já a deputada Estela Bezerra (PSB) ressaltou o papel da Assembleia Legislativa nesse processo. Ela afirmou que o encontro foi positivo e acredita que a bancada conseguirá os recursos com o Governo Federal.

“A Assembleia tem um papel político de tanto chamar a atenção da sociedade em torno do que envolve o Porto, como de acompanhar a bancada federal. Afinal de contas, a bancada tem um papel determinado. Fiquei feliz de ver os deputados federais que são ligados ao Governo do Estado, como o senador Cássio e o deputado Rômulo. Se tivermos um posicionamento unificado de nossa bancada, não vejo como não conseguir R$ 50 milhões para o calado”, destacou.

Além de deputados federais e alguns deputados estaduais, participaram do encontro o senador Cássio Cunha Lima, o prefeito de Cabedelo Leto Viana e alguns vereadores.

Resumo da ópera: às vésperas da campanha de 2018 e na expectativa de reeleição, todo político é trabalhador e até milagreiro ao prometer fazer em apenas alguns meses o que não conseguiu efetivar em três anos.

Do encontro, fica a dúvida até para o leitor: será que o eleitor já amadureceu a ponto de escolher melhor seus representantes ou segue acreditando no túnel da fortaleza de Santa Catarina à igreja de São Francisco ou na Mulher de Branco do Forte?

“Mas no balanço das horas tudo pode mudar’! Será? Em toda sua história, o período em que o porto mais se desenvolveu foi na administração de Wilbur Jacome (foto), forçado a entregar o cargo em março de 2014. Mesmo realizando uma administração exemplar, os trabalhadores influenciados pelas entidades de classe pediram sua cabeça – pasmem – só por ele ter criticado a presidente Dilma durante uma reunião. É, parece que a mulher de branco existe mesmo.

 

Wellington Costa